Primeiras impressões sobre o Brasil

Confesso, tenho gostado. Achava que poderiam existir alguns anti-corpos pelo facto de ser Português, mas salvo muito raras excepções, fui muito bem recebido! O Brasileiro é, na sua generalidade, bastante afável e simpático.
Não gosto do “novo rico” e encontrei muitos pelo caminho. Sentem que todos têm a obrigação de o venerar, servir e dar passagem em todos os momentos e situações. Bem, eu não sou assim. Seja branco, preto ou vermelho, seja pobre ou seja rico, tenha a religião que tiver, sinceramente não me interessa! Chegou primeiro, passa primeiro e todas as pessoas são iguais.
Infelizmente foi isto que não gostei no Brasil, existe uma estratificação social digna dos países sub-desenvolvidos.
Mas, pese embora esta e mais algumas situações, o Brasil está bastante desenvolvido em muitas áreas. Exemplo disso é a restauração. Existem muitos e bons restaurantes para todo o tipo de paladares. Sejam de origem Brasileira, Árabe, Japonesa ou Indiana, Mexicana ou Alemã. Encontrei hoje uma magnífica pastelaria Portuguesa, com todo o tipo de bolos e doces típicos do meu país, sem esquecer, claro, o Pastel de Belém.
Existem locais lindíssimos na Cidade de São Paulo, vários parques naturais, o grandioso Museu do Ipiranga (finalmente entendi a expressão “O grito do Ipiranga”), uma variedade imensa de centros comerciais “topo de gama” e muitas avenidas repletas de lojas e lojinhas que valem bem a pena visitar. Em breve colocarei alguns posts sobre a minha experiência.
Como referi acima, fui bastante bem recebido. Encontrei muito bons profissionais que me ajudaram bastante nesta fase inicial. Descobri que não é muito fácil alugar uma casa ou comprar um carro. Mas em ambos os casos já risquei o papel. A documentação foi tratada relativamente rápido e possibilitou-me estar finalmente com as condições necessárias para viver confortável e começar a usufruir. Quero conhecer mais um pouco do Brasil, visitar muitos locais novos e conhecer muita gente!
Tenho também uma novidade sobre a qual em breve escreverei aqui, mas isso vai ser para outro dia.
Obrigado povo irmão! Beleza!

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Good morning you all!

Para começar bem o dia, Hallelujah! Bom dia a todos e um excelente fim-de-semana. Agradeço a todos os meus leitores o meu regresso a este espaço. Finalmente voltei a escrever assiduamente e a vontade devo-a toda a vocês. Obrigado.

#antiUSA

Continuo a não perceber como os Estados Unidos andaram dois anos a procurar alvos decentes do Estado Islâmico e vem a Rússia e em uma semana destroem quinhentos camiões de petróleo (que financiam a sua operação), o quartel general, o centro de treino e formação e mais alguns edifícios de gestão e administração do grupo radical na Síria e Iraque.
Fala-se muito de interesses, de venda de armamento, compra e venda de combustível entre o ISIS e vários países das proximidades e de outros continentes. O triste é que isso é feito completamente a descoberto, passando-nos a todos por estúpidos!
Infelizmente, as vítimas de Paris e todos os refugiados ou mortos na Síria não são suficientes ou mais importantes do que o dinheiro ou as amizades interessadas.
Não acredito que os EUA realmente quisessem atacar o Estado Islâmico, se o quisessem te-lo-iam feito. Quando quiseram atacar o Iraque, sem qualquer motivo válido para o fazer, rapidamente acertaram nos alvos pretendidos, mataram milhares (ou milhões) de inocentes, hospitais e escolas incluídos. Mas dessa vez a história era outra.
Já estive nos Estados Unidos, gostei muito de algumas pessoas. No entanto, repudio completamente este país. Um país sem história, sem vínculo cultural, um Governo sem escrúpulos à procura do poder e de comandar o Mundo.
Acho que o Mundo inteiro deve parar a submissão a este país e começar a pensar por si próprio. O Mundo seria melhor e provavelmente não existiria o Estado Islâmico, provavelmente a sexta-feira 13 de Paris nunca teria acontecido. São suposições, é certo…
O que vocês acham?

A natureza aqui tão perto

Existem locais muito bonitos. Nem sempre os valorizamos devidamente, porque nos habituamos a eles ou porque se tornam banais quando a beleza à nossa volta é muita.
A verdade é que nunca apreciei de uma forma tão real a natureza, o verde, a água, o céu azul.
Raras vezes decidi dedicar o meu dia a ir passear num parque natural ou a observar os pássaros, as flores e a vegetação.
Raras vezes senti necessidade de procurar algo bonito à minha volta.
Não me interpretem mal, gosto de olhar e ver coisas bonitas, gosto de respirar ar puro, gosto de ver o céu azul, as árvores verdes, os pássaros a cantarolar. Infelizmente não tenho muito disso à minha volta agora. Esta cidade é grande, gigantesca até! Existem milhões à minha volta. Existem centros comerciais, apartamentos de luxo, restaurantes e bares formidáveis. Mas não é bonito. A poluição é imensa, o barulho dos carros ensurdecedor, as estradas com buracos e as casas revestidas de barras de ferro, grades de protecção e vãos fechados, apelando ao medo.
É por tudo isto que decidi ir ao encontro da natureza, ainda que nunca tenha sentido antes essa extrema necessidade. Procurei a revitalização, alimentar os meus olhos e perdoar os meus ouvidos.
Existem, de facto, lugares muito bonitos na capital Paulista, mas temos de nos deslocar lá e usufruir de tudo o que esses locais nos têm para dar, planeando atempadamente a visita. Mas foi assim que decidi finalmente procurar a natureza, em vez de deixar isso para o acaso como havia feito até então.

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#Not in my name

Depois dos tristes acontecimentos de Paris, a opinião divide-se. Se, por um lado, tem havido uma contestação enorme à entrada de refugiados no espaço Europeu e, de certo modo, se generalizou a angústia e raiva contra todo o Islão, por outro lado, existe um forte movimento da parte de líderes religiosos, líderes políticos e muitos anónimos que pretendem desvincular-se da imagem a que forçosamente foram colados.
Julgo ser importante analisar-mos o acontecimento de duas partes diferentes. Em primeiro lugar, a origem do problema. Em segundo lugar, a sua generalização.
Nada justifica o sucedido, especialmente se concordamos com a extrema cobardia de que tal acto se reveste. Por outro lado, independentemente do massacre sucedido, qual será a origem do problema? Vou responder com outra pergunta. Quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, constatou-se, no final, não ter havido qualquer motivo (válido) para tal decisão. Coloca-te agora no papel de Iraquiano. Qual seria a tua vontade imediata? A minha seria a de obter vingança.
Não quero justificar nada, obviamente. Em especial o injustificável. Mas, na minha opinião, os Estados Unidos, têm muita responsabilidade no desequilíbrio que se verifica actualmente no Mundo. É verdade que sempre existiram guerras, mas nunca sentimentos tão fortes e generalizados de ódio entre povos, culturas ou religiões. Parece que vivemos num Mundo de extremistas. Existem os terroristas extremistas e existem aqueles que são extremistas na sua opinião e falam bem alto “devíamos era enfiar umas bombas atómicas lá bem no meio daquela cambada!”.
Bem, devemos pensar antes de falar.
A verdade é que este ambiente de raiva e desejo de vingança da parte dos extremistas e fundamentalistas do Médio Oriente iniciou uma curva bem ascendente há cerca de quinze anos atrás, logo após a invasão Americana no Iraque. Por quem lhes foi atribuído o direito de entrar num país soberano, decidir por esse país, permanecer e explorar por uma quinzena de anos os recursos do mesmo, com total desrespeito pela sua cultura e religião?
E se fosse ao contrário? Seria normal como pareceu ser a invasão do Iraque? Tenho toda a certeza que desencadearia uma guerra mundial de proporções nunca antes vistas, repleta de químicos e neutrões. Provavelmente, acabaria com o Mundo da forma que o conhecemos.
Este desejo de vingança cresceu com o passar dos anos. Os aliados dos Americanos (sempre motivados por interesses e pelo medo) tornaram-se também um alvo. E diga-se de passagem, um alvo bem mais fácil, mais imberbe e menos poderoso.
Porque não quero que pensem que, de forma alguma, suporto os tristes acontecimentos da passada sexta-feira 13, repito: não há justificação possível para actos cobardes, perpetrados por verdadeiros animais, sem qualquer respeito pela vida humana. Foram atacados inocentes, pessoas que podem ser a favor ou contra o capitalismo do Ocidente, os ataques Americanos, podem até ser Cristãos, Muçulmanos ou judeus. Ou podem até ser agnósticos. Sejam o que forem, não mereciam morrer, pois com esse poder de decisão nunca o homem foi investido.
No que respeita à segunda parte, porque conheço bastante de perto várias culturas e religiões e conheço bem de perto e em particular a cultura do Médio Oriente e a religião que aí sobressai, tenho a completa certeza de que 99,9% das pessoas não se identifica com tais actos. Verifiquei ter-se difundido rapidamente a hashtag #notinmyname nas redes sociais e espaços na internet, grande veículo de transmissão de informação. Isto porque junto com a Islamofobia presente em milhões de pessoas, os verdadeiros Muçulmanos, pacíficos e tolerantes, não se identificando com o verdadeiro crime que foram os ataques na capital Francesa, pretenderam de imediato mostrar a sua indignação com o sucedido. Pessoalmente, não acho que tivessem de o fazer, mas por outro lado acho que é um acto de verdadeira tolerância e respeito para com o Mundo Ocidental (em que muitos deles vivem e muitos outros são originários). Não acho que o tivessem de fazer, pois também eles são vítimas. Ou porque também não generalizaram quando Anders Breivik fez o que fez. Ou quando a organização KKK se organiza novamente em prol de uma América branca. E não nos devemos esquecer que as Cruzadas foram um movimento semelhante cometido numa escala bastante maior. Ou a Santa Inquisição que se tratou, porventura, do acontecimento mais triste da história Mundial, depois do Massacre Judeu.
Podemos dizer que isso é passado, mas passado será também o dia de hoje. A memória perdura, no entanto.
Vamos, por isso, atacar fortemente o terrorismo, penalizar a cobardia destes animais que matam sem ressentimento. Não vamos atacar nenhuma religião, nenhuma cultura, nenhuma raça ou cor. Vamos unir-nos e juntos seremos mais fortes. O EI é o culpado deste e de outros actos terroristas, vamos punir os criminosos, os verdadeiros fundamentalistas, sem qualquer respeito pelos outros, pela vida humana ou pelo sofrimento.
Sei bem do Universo de interesses que reina no Mundo, mas acredito que todos temos de dar um passo no caminho da tolerância e da igualdade.
Sei bem o que acontece em países fundamentalistas como a Arábia Saudita, o Iémen ou o Afeganistão, até porque vivenciei de perto, mas acredito que também o Mundo Cristão já passou por situações similares e evoluiu.
Vamos lutar contra o terrorismo, nunca contra religiões, culturas ou diferenças.

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Regresso ao Futuro

Finalmente ganhei coragem para aqui voltar.
Senti saudades de todos os meus leitores e em especial dos comentários que todos os dias recebia neste espaço da vossa parte!
Quer por falta de tempo, por circunstâncias da própria vida, por mudanças profundas. Foi de todo impossível continuar com este passatempo.
Gostaria também que soubessem que me encontro de momento no Brasil, mais concretamente em São Paulo, onde irei permanecer por algum tempo.
Irei, futuramente, voltar a escrever aqui e relatar um pouco da minha experiência neste lindo país.
Perdoem os leitores mais assíduos, mas estou de regresso!
Esperem pelo próximo episódio!

Uma lenda que não foi lenda

Sinceramente não sei o impacto que Amy teve no mundo da música. É certo que vendeu muito e foi imensamente elogiada. Talvez até mais do que as críticas que recebeu pela sua vida privada repleta de drogas, de abusos e de vícios.
Mas Amy, curiosamente de apelido “Winehouse”, deixou-nos com apenas 27 anos. Isso suscitou também a associação ao conjunto de músicos que faleceram com essa idade, o que, de certo modo, acabou também por ajudar a imortalizar o seu nome.
Infelizmente não houve oportunidade para mais, de uma artista que podia ser uma lenda. Mas que, na minha opinião, não o foi e não o será.
E tinha tudo para o ser. Músicas fantásticas, vida pessoal conturbada, álcool e drogas, morte prematura com 27 anos. Faltou um bocadinho mais, talvez um álbum, talvez mais algum tempo de vida, mais espetáculos.
Para mim, junto com Janis Joplin, é a melhor intérprete feminina que conheci. Tenho pena que tenha desparecido desta forma.

Angry Chair

Desculpem aqueles que preferem uma música mais calma, menos agressiva. Estes últimos dias tenho vivido de algum revivalismo (passe o pleonasmo). Ainda assim estou na expetativa de que gostem e desfrutem.

Bleed

Um tanto desconhecida para muitos, especialmente tendo em consideração o enorme sucesso da maior parte das outras músicas desta banda. E para além disso, um videoclip cuja única personagem é a Scarlett Yohansson, naquele tempo em que não passava de uma bonita desconhecida.